a woman sitting at a table covering her face with her hands

A maternidade me deixou ansiosa — e quase ninguém fala disso

Existe uma culpa silenciosa na maternidade que quase ninguém explica antes.

A culpa de não conseguir dar conta emocionalmente.

Porque quando falam sobre maternidade, geralmente falam do amor.


Da conexão.


Da felicidade.

Mas poucas mulheres são preparadas para o impacto emocional real que existe em cuidar de alguém o tempo inteiro enquanto tenta continuar existindo como pessoa.

E eu acho que muitas mães vivem uma solidão emocional profunda sem conseguir colocar isso em palavras.

Porque amam seus filhos…


mas estão cansadas.

E existe muito medo em admitir isso.

Medo de parecer ingrata.


Má mãe.


Fraca.


Egoísta.

Só que exaustão emocional materna existe.

E ignorar isso não faz desaparecer.

Tem mães vivendo em estado permanente de alerta.


Dormindo pouco.


Pensando em mil coisas ao mesmo tempo.


Sentindo culpa por trabalhar.


Culpa por descansar.


Culpa por se irritar.


Culpa até por querer um momento sozinha.

Como se precisassem estar emocionalmente disponíveis o tempo inteiro.

E talvez uma das partes mais difíceis seja que muitas mulheres deixam de existir como indivíduo depois da maternidade.

Viram função.

Mãe.


Responsável.


Quem resolve.


Quem cuida.

Enquanto suas próprias necessidades emocionais vão ficando para depois.

Depois eu descanso.


Depois eu cuido de mim.


Depois eu vejo isso.

Só que esse “depois” quase nunca chega.

E o corpo começa a pedir socorro.

Ansiedade.


Choro frequente.


Irritação.


Cansaço extremo.


Sensação de sobrecarga.


Vontade de fugir às vezes.

E eu queria que mais mulheres soubessem disso:

Pensar “eu não estou aguentando” não significa que você ama menos seu filho.

Significa apenas que você é humana.

A maternidade não elimina necessidades emocionais.

Você continua precisando de pausa.


De acolhimento.


De apoio.


De descanso psicológico.

Mas existe uma pressão absurda para que mães suportem tudo sorrindo.

Como se sofrer em silêncio fosse parte obrigatória da experiência feminina.

E não deveria ser.

Talvez uma das coisas mais dolorosas da maternidade seja perceber que ninguém pergunta sinceramente como a mãe está.

Perguntam do bebê.


Da rotina.


Da casa.

Mas poucas vezes alguém olha para aquela mulher cansada e pergunta:


“Quem está cuidando de você?”

A verdade é que muitas mães estão funcionando no automático.

E quanto mais tentam sustentar tudo sozinhas, mais culpadas se sentem por não conseguirem ficar bem.

Mas saúde emocional materna importa.

A mãe também importa.

Seu cansaço importa.


Sua ansiedade importa.


Sua dor emocional importa.

E talvez você não precise continuar tentando provar que consegue suportar tudo.

Talvez pedir ajuda não seja fracasso.

Talvez seja sobrevivência emocional.